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Criando infra para cabos com canaletas

Criando infra para cabos com canaletas

 

 

                     Para termos sucesso criando infra para cabos com canaletas, precisamos das seguintes ferramentas:

 

máquina de furar

 

brocas de vídea p/ concreto nº 6

 

bucha plática nº 6

 

chave de fenda fina
chave philips
lâminas de serra
trena

 

nível

      

pistola de cola quente

 

        

refil de silicone

 

alicate de corte

    

 




                     


Criando o layout

 


            A primeira coisa a fazer e criar um lay out e planejar com detalhes

as rotas

as quinas das paredes internas e externas 

quantos cabos

bitolas dos cabos 

tipos de cabos 

quantas tomadas

     Com este rascunho nas mãos vamos a obra. É muito importante observar um detalhe muito crítico, os materiais que constituem as paredes, pilares e vigas. Estas estruturas irão determinar que tipo de broca vamos usar, fita de dupla face ou cola de silicone quente.

      Uma parede difícil de se trabalhar é a DRYWALL (parede de gesso). Difícil porque o material é macio, não suporta muita pressão mecânica e exige muito cuidado.

parede de gesso

         Na verdade quando se trata de parede de gesso, o procedimento para se criar uma infra estrutura é outro. Falaremos disto em outra oportunidade.

 

                    Voltando as canaletas, comece instalando os percursos longos,

cantos
laterais
retas

 

o fundo das tomadas
o fundo das tomadas b
o fundo das tomadas c
o fundo das tomadas d


 

as quinas das parede nos tetos
as quinas das parede nos tetos b
entroncamentos
entroncamentos b


 

lance os cabos
lance os cabos b
lance os cabos c
lance os cabos d

lance os cabos e
lance os cabos f

lance os cabos g

Dando sequência ao nosso assunto canaleta, para que a infra estrutura seja eficiente existem regras básicas que devemos seguir:

 

 DEFININDO QUAIS OS SISTEMAS QUE IRÃO TRAFEGAR NAS CANALETAS

 

 a)   Se você for utilizar apenas um tipo de sistema, por exemplo cabos UTP (rede de dados), você pode trabalhar a vontade sem restrições elétricas.

b)  Se você for instalar mais de um sistema, você deve ficar atento as restrições elétricas no que diz respeito as interferências eletromagnéticas. A regra e clara, não se deve instalar cabos elétricos juntos com outros sistemas. Rede de dados, telefonia, interfonia, CFTV, sonorizacão, alarmes patrimoniais e de incêndio são sistemas sujeitos a interferências elétricas.

          Se você for utilizar canaletas simples sem divisórias, nem tente colocar cabos elétricos com outros sistemas. Nestes casos você deve utilizar somente cabos elétricos ou telefone, interfone, alarme, sonorização, antenas e rede de dados. Faça as conexões, soldagens e isolamentos e finalmente coloque as tampas e os acabamentos.

 


Continuaremos na próxima postagem, até lá e um grande abraço.

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Central de iluminação

                 Central de iluminação    

         

central de iluminação

 

                            Quando falamos sobre central de iluminação, que é um item obrigatório no projeto de incêndio, temos que atentar para vários detalhes técnicos. Imaginem a seguinte situação, instalar uma luminária autônoma seja ela led ou fluorescente é relativamente fácil. Relativamente fácil porque se não tiver um ponto de energia disponível teremos que criar um. Criar um ponto de energia não é difícil, depende muito do local e da estética.

                                         Nos casos das centrais de iluminação de emergência, no projeto de construção do prédio já está definido as rotas dos cabos e pontos das lâmpadas, local da  central, que geralmente é instalada no subsolo. Uma característica comum a todos os sistemas eletroeletrônicos é o consumo elétrico do sistema. Então devemos especificar cabos com a menor perda elétrica possível por metro.

                                          Como o sistema de iluminação de emergência é instalado nas áreas comuns do prédio (escadas, corredores, térreo, subsolo, garagens e etc, certamente estes cabos irão trafegar junto com os cabos de elétrica do prédio. Se não forem tomadas as devidas precauções, pode-se correr o risco de ligações cruzadas nos cabos.

SUGESTÃO PARA USO NA CONSTRUÇÃO

                                           Por isto indico ao construtor utilizar cabos paralelos bicolor flexível, nas cores preto/vermelho nas bitolas a partir de 2,5 mm, desta forma identifico a rede das demais e diminuo a perda elétrica por metro.  Centrais de iluminação de emergência possuem circuitos com potências elétricas definidas que precisam ser respeitados. Vou dar como exemplo as centrais da Gevi Gamma, que fabrica centrais com 400, 600 e 800 W por saída, cada central possui duas saídas.

                                                  Se temos duas saídas de 24 V x 800 W, então teremos 1600 W no total. Podemos ligar vários circuitos em cada saída, desde que o consumo destes circuitos não ultrapassem 800 W nominais por saída. O tempo de duração da iluminação de emergência (em casos de falta de energia) é de no mínimo 1 hora obedecendo a norma do Corpo de Bombeiros. Este tempo é definido pela autonomia das baterias automotivas secas, que no caso das centrais utilizamos no mínimo 60 Ah.

                            CENTRAL DE ILUMINAÇÃO PARA USO EM GALPÃO  

refletor de farol de milha

 

                     

                                                 Em galpões utilizamos muito os refletores de farol de milha também da Gevi Gamma, que é uma unidade autônoma que utiliza dois faróis de milha de 20W, com uma autonomia de 7 hs. Estes blocos atendem com mais eficiência  luminosa locais como galpões, que geralmente são muito grandes.


Até breve.

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O QUE É PARA-RAIO ESTRUTURAL

PARA-RAIO ESTRUTURAL

                          Quando nos referimos a para-raio estrutural, estamos destacando a descida por onde a descarga elétrica é levada até a malha de aterramento. Nestes casos utilizamos as ferragens da estrutura da edificação em questão, os captores Franklin continuam a serem utilizados em prédios até 10 andares e as malhas de aterramento também.

                        Se este sistema for projetado na fase de implantação, teremos um sistema rápido, eficiente e esteticamente perfeito porque fica invisível. Entretanto, nas adequações de edificações mais antigas, a coisa se complica devido a vários fatores. O primeiro deles é a estrutura que não é apropriada para conduzir uma descarga elétrica de um raio.

 

O QUE A ENGENHARIA DIZ SOBRE ESTA TECNOLOGIA 

 

                         Para se ter uma idéia, quando a edificação é projetada para isto, são introduzidos nas ferragens estruturais uma ferragem específica para esta finalidade, visite a página https://tel.com.br/conteudo-tecnico/spda-estrutural/. Mesmo usando esta técnica, alguns engenheiros são contra este tipo de sistema, alegando que o aço do vergalhão pode sofrer uma alteração molecular causado pelo calor da descarga elétrica.

                                 A engenharia classifica isto como stress do material, que pode ceder a qualquer instante causando o desmoronamento da edificação. O segundo fator é a falta de uma malha de aterramento adequada para escoar a descarga elétrica com eficiência e segurança. Malhas de aterramento dependem diretamente de um solo com resistência elétrica muito baixa, na ordem de 5 Ohm, no máximo 10 Ohm.

 

                                        Fora disto a coisa complica, exigindo tratamento do solo com gel despolarizante, ou a utilização de hastes prolongáveis para alcançar uma camada do solo com umidade suficiente para estabelecer uma baixa resistência. Em alguns casos não podemos construir uma malha de aterramento em prédios que foram construídos sobre áreas alagadas com aterro, principalmente onde existiam mangues.

CONCLUSÃO

                                                 Você pode aterrar o mangue, mas ele não morre, ela atua  por debaixo do concreto da malha de aterramento. Ora, onde existe mangue, existe água, nestes casos se for construída uma malha de aterramento teremos um sério problema de infiltração do solo para cima devido aos lençóis  freáticos. A coisa é tão séria, que nestes prédios existem um sistema de bombeamento automático para manter os níveis dos lençóis freáticos baixos no subsolo do prédio.

                                                 O que determina se uma ferragem pode servir como condutora para descarga elétrica atmosférica, é a sua resistência elétrica, que não pode ser maior que 1 Ohm, isto mesmo, 1 Ohm medido com miliohmímetro ou microohmímetro. A norma  NBR 5419 não admite medidas com multímetro.

Gpcosta

 
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ANTENAS DE RECEPÇÃO E TRANSMISSÃO  

ANTENAS DE RECEPÇÃO E TRANSMISSÃO

 

COMO ASSIM

 
 

                  Sem antenas  de Recepção e Transmissão não tem como. Eu não conheço nenhum sistema que seja de: Rádio AM/FM, VHF, UHF, MMDS, INTERNET VIA RÁDIO ou SATÉLITE com tecnologia de ponta, que não necessite de uma excelente antena. O equipamento pode custar milhares de reais, mas se não estiver equipado com uma excelente antena, teremos sérios problemas. Entretanto, mesmo se tivermos uma excelente antena e ela não for instalada corretamente a coisa complica ainda mais.

 

                         A antena de qualquer sistema de recepção e transmissão de ondas eletromagnéticas é o “OLHO DO SISTEMA”. Todo sinal entra e sai por ela, se tivermos uma antena subdimensionada, mal montada, mal alinhada e fora do prumo, com certeza teremos perda de sinal que consequentemente produzirá imagens de baixo nível em sistemas analógicos, ou não teremos imagens em sistemas digitais. Em sistemas de dados, quando temos problemas de antenas não conseguiremos estabelecer uma conexão de qualidade.

 

                                       Uma antena muito usada em telecomunicações são as antenas parabólicas direcionais, utilizadas em “Links terrestres de rádio”. Estes sistemas muito empregados em transmissão de: Telefonia e Dados em longas distâncias.

Quais as outras aplicações para antenas

 

AM- Para recepção de rádio em ondas curtas, na faixa de 525 Khz a 1705 Khz.

FM – Para recepção de rádio em Frequência Modulada, na faixa de 88 a 108 Mhz

VHF- Para recepção de TV analógica na faixa de 54 Mhz a 216 Mhz, dividida em Banda baixa: 54 Mhz a 88 Mhz ( canais 2,3,4,5 e 6). Banda alta: de 174 Mhz a 216 Mhz( canais 7,8,9,10,11,12 e 13)

UHF- Para recepção de TV analógica e digital na faixa de: 470 Mhz a 692 Mhz( canais 14 a 51). Entendendo que do canal 52 a 69, a pouco tempo passou a ser utilizada para 4º geração(4G) telefonia móvel no Brasil.

WiMAX(Worldwide Interoperability for Microwave Access/Interoperabilidade Mundial para Acesso de Micro-Ondas)- Para transmissão e recepção de sinais de dados, segundo o parão IEEE.802.16, permitindo velocidades maiores que 1 Gigabytes, oferecendo conectividade para uso doméstico, empresarial e em hotspots.

SATÉLITE- Para recepção de TV aberta ou fechada em banda “C” e “Ku”. Também é utilizada para recepção e transmissão de sinais de dados.

                             Daqui pra frente, vamos falar mais sobre este assunto usando casos reais do meu dia a dia.

 

                               Até breve pessoal 

               

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DE OLHO NA TÉCNICA

eletrocalha no teto
eletrocalha no teto

DE OLHO NA TÉCNICA

    DE OLHO NA TÉCNICA começa hoje com muito entusiasmo, onde  escrevo sobre as diversas tecnologias que trabalho no meu cotidiano. A variedade de atuação em várias frentes, se faz necessária para encarar um mercado cada vez mais agressivo.

Como sou um profissional de campo, trabalho com infraestrutura, instalação e manutenção dos vários sistemas que encontramos em edificações. Atualmente aumentei o meu leque de atuação para a área de SISTEMAS DE COMBATE E PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO.

               Vou relatar vários episódios da minha batalha nos campos nas áreas de: VHF,UHF, SATÉLITE, UHF DIGITAL TERRESTRE, INTERNET VIA RÁDIO, SOM, CFTV, REDE DE DADOS, TELEFONIA, INTERFONIA, ALARME  PATRIMOMIAL, ALARME DE INCÊNDIO, ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA, SPDA E SHP.

               Tenho a certeza que faremos um grande intercâmbio de conhecimentos e amizade.

               

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Fogo-Alarme de incêndio

Fogo-Alarme de incêndio 

 central de alarme contra fogo
               Central de alarme

 

                                   Em se tratando de segurança, não podemos vacilar um só instante quando o inimigo é o fogo. O fogo tem um poder destrutivo além das nossas suposições, tanto é que se um  incêndio toma proporções gigantescas, nem o Corpo de Bombeiros consegue apagar. 

                                  Este é um fator muito importante para se considerar na hora do projeto de incêndio. Temos que ser vigilantes, quando o assunto envolve vidas, temos que ser criteriosos. Todo sistema de combate, prevenção e detecção de incêndio se baseia no “TRIÂNGULO DO FOGO”, um termo técnico muito usado pelos profissionais da área.

                                  Este triângulo é formado por 03 elementos: combustível, comburente e o calor. O negócio é muito sério pessoal, se eu aumentar o calor de um determinado combustível em um meio rico de oxigênio, provavelmente teremos um incêndio. Dito isto, devemos tomar todas as precauções na hora de projetar, instalar e fazer manutenções em sistemas de alarme.

Central de alarme contra Fogo

                                   As centrais de alarme de incêndio devem estar equipadas com vários tipos de detectores, visando alarmar o inicio de um incêndio ou iniciar o combate imediato antes que ele tome proporções descontroláveis. Para isto podemos usar detectores pontuais de fumaça, detectores lineares e detectores de gases tóxicos e combustíveis inflamáveis tipo: GLP, GNV, GASOLINA e demais variantes.

                                   Deve-se observar as características de funcionamento de cada detector em função da área a ser monitorada. Por exemplo, eu posso usar  detectores de fumaça em quase todos os lugares, com exceção da área de cozinha porque ele iria disparar com frequência, devida a fumaça característica do local. Neste caso utilizamos os detectores “TERMOVELOCIMÉTRICOS”, que detectam a variação de temperatura dentro de um período de tempo definido, ou a elevação da temperatura em função de um patamar definido.

O fogo monitorado

                                            Até agora falamos dos detectores que monitoram um evento e alarmam a central, para que o observador inicie um procedimento padrão. Entretanto, em sistemas com “SPRINKLERS”(jato de chuveiro), o combate ao fogo é imediato e localizado. Os “SPRINKLERS” são dispositivos providos de um obturador que impede a saída da água, pois o mesmo esta conectado em uma linha hidráulica pressurizada 24hs. Nestes dispositivos existem um líquido expansível ou um elemento  metálico termosensível de baixa fusão. 

                                             Quando a temperatura atinge o valor de expansão do líquido, ou a fusão do elemento metálico, eles rompem o obturador que libera a passagem da água sob pressão, que vai de encontro a um defletor que causa a dispersão da água com um efeito de chuveiro. Como os sprinklers estão ligados a uma linha hidráulica pressurizada, assim como a linha de SHP, a pressão cai abaixo do valor preestabelecido pelo pressostato.

                                               Quando o pressostato detecta a queda de pressão, ele aciona a chave de partida direta da bomba de incêndio que entra em operação. Ela opera até o reestabelecimento da pressão ou o término da “RESERVA TÉCNICA” da caixa d’água. Em sistemas mais elaborados, a linhas de sprinklers estão ligadas depois de uma “VÁLVULA DE GOVERNO”, que é um dispositivo de retenção do fluxo de água, que  é acionada quando um ou mais sprinklers entran em funcionamento, deixando a água passar. Paralelamente, envia um sinal de alarme para central de alarme informando o local do ocorrido.


                             Até breve

                           

                            

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PROELETRONIC ANTENA EXTERNA DE UHF

ANTENA  EXTERNA UHF DA PROELETRONIC

 

A MARCA PROELETRONIC EU GARANTO

 

           A Proeletronic, é um fabricante nacional que eu sempre trabalhei e nunca tive problemas, pelo contrário, são as antenas de altíssima qualidade. Então pessoal, antenas externas tem características bem definidas: GANHO, POLARIZAÇÃO, FAIXA DE FREQUÊNCIA DE RESSONÂNCIA, LÓBULOS e demais outros quesitos.

 

COMO DEFINIR A ANTENA PROELETRONIC CERTA

 

          Tomando como exemplo a região da GRANDE VITÓRIA no Espírito Santo, vamos fazer uma simulação. Nesta região, como eu já havia falado, as antenas transmissoras de TV ficam localizadas no Morro da Fonte Grande em Vitória. Este local é estratégico, porque geograficamente é mais elevado em relação a região, e todos os canais de TV são transmitidos de lá. Se a TV que eu for instalar estiver localizada no Balneário da Ponta da Fruta, que em linha reta fica distante uns 22 Km aproximadamente, para receber os canais digitais eu preciso de uma antena externa PROELETRONIC tipo a PQ45-1040HD –Antena UHF Digital 28 elementos. Esta antena tem um ganho de 14 dBi, recebe canais do 14 ao 83, 28 elementos e polarização horizontal.

 PQ45-1040HD_RENDER_400X400

        Como você mesmo poderá consultar, existem outros modelos de antenas com ganhos para mais e para menos. Escolhi esta porque foi a que eu instalei lá e funcionou satisfatoriamente. A distância de 22 Km é considerável, o sinal sofre perda durante a sua propagação devido a isto. É lógico que fiz uma simulação muito superficial, mas existem técnicas profissionais que projetam todos as situações possíveis, definindo os equipamentos necessários.

E SE O LOCAL DA INSTALAÇÃO DA TV FOR PRÓXIMO AS ANTENAS DE TRANSMISSÃO DE TV?

 

       Para esta situação, vamos usar um local em Vitória por exemplo no centro, próximo ao parque Moscoso.  Esta distância tem aproximadamente  3 Km em linha reta, bem próximo das antenas o sinal é bem forte, se o local for de frente para as torres é possível captar o sinal com um clipe de papel. Já fiz este teste e você consegue captar o canais mais fortes. Nestes casos eu indico a antena interna PROHD-2500/01 da Proeletronic, com um desenho avançado, desde que o local de instalação esteja de frente para as torres de transmissão, caso contrário, se for possível receber os sinais refletidos.

PROHD-2500_rev01
ANTENA UHF INTERNA

               Um grande abraço, e até a próxima postagem.

 

 

 

 

 

               

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ANTENA PARA TV DIGITAL DA PROELETRONIC

ANTENA PARA TV DIGITAL DA PROELETRONIC

 

ANTENA DE UHF PROELETRONIC

ANTENA PROHD-1100

          Ola´pessoal, conforme prometido, vamos falar sobre um aspecto que muita gente estranha, mas é um fato. Mesmo na era da TV digital, full HD, smart tv eu preciso de uma antena de UHF para tv digital da Proeletronic, que dependendo da distância do transmissor e localização do receptor, provavelmente uma externa.

 

MAS POR QUÊ PRECISO DE UMA ANTENA DE UHF?

 

        Na recepção de sinais de TV desde o tempo dos sistemas analógicos em VHF/UHF, em muitos casos era necessário o uso de antenas externas devido a potência e qualidade do sinal recebido. A potência do sinal está diretamente relacionada com a distância entre o transmissor (ANTENA DE TV) e o receptor de TV, e a qualidade está diretamente relacionada com obstáculos, sinais refletidos(FANTASMAS) e interferências locais. Quanto mais longe estivermos da antena de transmissão, menor será a potência recebida (CHUVISCOS), principalmente se tivermos muito obstáculos. Paralelamente a isto, quanto mais   obstáculos estiverem refletindo os sinal recebido, mais imagens FANTASMAS teremos, isto sem falar nas interferências locais: RUÍDO ELÉTRICO, BOBINA DE IGNIÇÃO DE CARROS que geram ruídos na tela. Grande parte destes problemas são resolvidos com uso de uma antena para tv digital da Proeletronic de VHF/UHF e acessórios apropiados.

 

MAS COMO ISTO É FEITO

 

    Os sinais de TV na faixa de VHF/UHF que são transmitidos via AR pela antena transmissora, que geralmente ficam localizadas em um ponto mais alto e estratégico de uma determinada região geográfica, possuem: POTÊNCIA, POLARIZAÇÃO E FREQUÊNCIA. No caso da GRANDE VITÓRIA, todas as antenas de transmissão de TV  ficam no Morro da Fonte Grande em Vitória.

              Tecnicamente falando, eu tenho vários canais de TV sendo transmitidos ao mesmo tempo com o seus respectivos conteúdos. No caso da Grande Vitória eu tenho em VHF os canais: 2,4,6,7,10 e 13, e em UHF os canais: 15,18,24,26,28,34,36,44,47,50,52 e 57. Observem atentamente que existe um espaço entre os canais, esta configuração é chamada de CANAIS NÃO ADJACENTES para cancelar a interferência entre os canais, pois se fossem ADJACENTES seria impossível a transmissão.

              Outro aspecto importante é a polarização de transmissão, que nestes casos são HORIZONTAIS, ou seja, o sinal se propaga no ar (NO VÁCUO TAMBÉM) horizontalmente. Na sequência, todos os canais possuem um espaço definido no ESPECTRO DE FREQUÊNCIA, cada canal tem um espaço de 6 Mhz, por exemplo, o canal 2 começa em 54 Mhz e vai até 60 Mhz, e assim sucessivamente para os demais canais. Em UHF o canal 15 começa em 476 Mhz e vai até 482 Mhz.

ANTENAS DE RECEPÇÃO

 

              Vale a pena ressaltar que o sinal de TV tem um alcance máximo de 60 Km em condições de VISADA DIRETA, na melhor das condições. Isto significa afirmar que quanto mais longe eu estiver, menor o sinal recebido. Como receptores de TV precisam de um mínimo de sinal para produzirem um sinal de qualidade ( 1mV=0dBmV=60dBµV), precisamos recuperar o máximo de sinal possível.

           Neste caso utilizamos uma antena para tv digital da Proeletronic de VHF/UHF, para recuperar o sinal para a TV. Podemos concluir que antenas possuem GANHOS DE SINAL, POLARIZAÇÃO e FREQUÊNCIA DE RESSONÂNCIA. Pra não complicar, na próxima postagem continuaremos….

 

                 Um grande abraço.

 

       

 

     

 

 

 

 

 

               

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FINAL DA TV ANALÓGICA NO ESPÍRITO SANTO

FINAL DA TV ANALÓGICA NO ESPÍRITO SANTO

COMUNICADO DA TV DIGITAL

 

                           Os meios de comunicação já anunciam a data 25 de outubro de 2017, como FINAL DA TV ANALÓGIA NO ESPÍRITO SANTO. Esta data será um marco divisor na Grande Vitória, sendo a primeira região no Espírito Santo a ter os transmissores de VHF desligados, depois de décadas de serviços.

MAS O QUE É O SINAL ANALÓGICO?

                    O sinal analógico de TV atualmente transmitido na maioria do território nacional, é transmitido na faixa de VHF ( MUITA ALTA FREQUÊNCIA, já traduzido) em Banda baixa e alta. A banda baixa começa no canal 2 e vai até o canal 6, e a banda alta vai do canal 7 ao 13.

                  A faixa de freqüência de VHF vai de 54 Mhz a 216 Mhz para TV e FM. Na verdade a faixa de VHF é usada com um TRANSPORTADOR de informações de vídeo e áudio para TV, e áudio estéreo para rádios FM. Estas informações transportadas pelo sinal de VHF de vídeo e áudio de TV, caracterizam a tecnologia ANALÓGICA deste sinal.

                As principais características de uma sinal ANALÓGICO DE TV são: padrão de tela 3:4, 525 linhas de resolução horizontal, padrão de DVD 480 linhas, áudio estéreo e MODULAÇÃO AM/VSB, a qualidade da imagem gerada depende diretamente das condições de recepção . Esta modulação utiliza um sinal senoidal como transporte de uma informação, onde  o sinal de transporte é alterado de acordo com a informações do sinal modulante, que no caso da TV analógica altera a amplitude do sinal de transporte.

E A TV DIGITAL PROMETE O QUE?

                Com a substituição do sinal analógico pelo DIGITAL estaremos literalmente mudando de  ERA TECNOLÓGICA. Este serviço que já está presente em várias regiões do país, acabou de vez com as maiores deficiências da TV analógica. Estes problemas como: imagens com chuvisco, imagens com fantasma, áudio ruidoso e baixa resolução dentre outros, foram eliminados. Além disto, a TV digital oferece suporte a interatividade, informações, sinopse, tela widescreen 16:9 , resolução de 1080 linhas, TV smart e várias outras aplicações em tempo real, com o final da tv analógica no Espírito Santo.

COMO É TRANSMITIDO O SINAL DIGITAL?

O sinal digital é transmitido (transportado) em UHF (ULTRA ALTA FREQUÊNCIA), que começa no canal 14 e vai até o canal 69, que corresponde a faixa de 470 Mhz a 800 Mhz. Porém, na TV digital é usada a tecnologia de ISDB-T (Serviço Integrado de Transmissão Digital Terrestre) que é o padrão japonês de TV digital, adotado no Brasil. Esta tecnologia utiliza a modulação BST-OFDM (Transmissão em Banda Segmentada-Multiplexação Ortogonal por Divisão de Frequência) , que altera o sinal de transporte de UHF de acordo com o sinal modulante, dividindo o canal de 6 Mhz em 13 segmentos, sendo que 12 são usados para transmissão de TV em HDTV OU SDTV para receptores fixos e móveis e um segmento para celulares, PDAS e Notebooks.

ENTÃO POR QUÊ TEMOS QUE USAR ANTENAS EXTERNAS?

Mesmo com toda esta evolução de analógico para digital, uma característica continua comum aos dois sistemas: TRANSPORTE DO SINAL DOS TRANSMISSORES PARA AS TV´S. Para que um sinal analógico ou digital possa ser transmitido no ar por longas distâncias, precisamos de um TRANSPORTE. Nos  sistemas analógicos usamos uma RFM (RÁDIO FREQUÊNCIA MODULADA EM VHF/UHF), e nos digitais uma RFM (RÁDIO FREQUÊNCIA MODULADA EM UHF). Existem técnicas para recepção de sinais de TV em VHF E UHF, precisamos de antenas, cabos, conectores e uma série de acessórios para uma recepção satisfatória. Mas afinal, o que vai acontecer com o final da tv analógica no Espírito Santo?

PQ45-1040HD_RENDER_400X400
ANTENA DE UHF

Você deve estar se perguntando: Por que é necessário antenas de TV para recepção de um sinal digital? Falaremos disto na próxima postagem, até lá, um grande abraço.